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Conheça a falsa-cebola-do-mar (Albuca bracteata)

Atualizado: 17 de out. de 2022



Há cerca de um ano atrás ganhei alguns bulbinhos de uma aluna que me falou que a planta chamava-se batata-de-salem e que estes poderiam apenas serem dados de uma bruxa para outra. Ela me falou que quando o meu bulbo desenvolve-se e deve novos filhotes devia fazer o mesmo que ela.


Encantei-me imediatamente pela planta, porém não conseguia achar nada sobre ela. No fim, descobrimos que ela era mais conhecida com falsa-cebola-do-mar (false sea onion), além disso descobri que seu nome científico havia mudado nos últimos anos (o que dificultou a pesquisa). Antes era chamada de Ornithogalum longebracteatum e agora é Albuca bracteata.


Além de batata-de-salem e falsa-cebola-do-mar, também é chamada de cebola-de-bruxa e cebola-grávida. Este último nome tem relação com o fato da planta ser bulbosa (ter bulbo) e ao redor da planta mãe ela desenvolver novos bulbinhos, filhotes, os quais podem ser colocados na terra para gerar novas mudas.




É nativa das Províncias do Cabo, apreciando climas quentes e secos, além de substrato bem drenado, sem excesso de umidade. É considerada uma planta rústica, pois requer poucos cuidados, porém é essencial que fique em ambiente de luz direta.


Sabe o que é mais legal? Estava pesquisando sobre ela e achei um artigo (The chemistry and biological activity of the Hyacinthaceae) falando que ela apresenta fortes propriedades antitumorais. E é encantador perceber como a natureza já nos dá sinais disso. Pela Doutrina das Assinaturas, muitas das plantas que reproduzem-se assexuadamente com muita facilidade (brotamento lateral ou brotamento da folha), ou seja, que um pedacinho é capaz de multiplicar-se e dar origem a várias plantas, carregam a potencialidade em combater o câncer, a babosa é um clássico exemplo. E o que o câncer senão a multiplicação desacelerado das células? Não é incrível essa relação? Esse é o Princípio da Correspondência (Leis Herméticas): “O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora”…o microcosmo se assemelha ao macrocosmo e vice-versa.


Descubra mais sobre esta incrível planta no vídeo abaixo:




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